A beleza que vem dos dados


Com 70 mil assinantes, os clubes de beleza Glambox e Men’s Market são os produtos mais populares da B4A (Beauty For All), startup fundada em 2017 a partir da aquisição dos dois serviços. Em cada um, o cliente paga uma taxa mensal para receber uma caixa de cosméticos em casa. O mix de itens é customizado com base em no perfil de casa assinante. Mas os clubes são apenas parte dos serviços da beautytech, que criou um ecossistema completo de beleza sobre uma base tecnológica.


A plataforma B4A Connect une consumidores, marcas e influenciadores. E faz isso usando inteligência de dados. Com a base de informações dos assinantes e das pesquisas de preferências que realiza regularmente, ela consegue customizar a experiência do cliente e fornecer insights de mercado para as mais de 500 marcas parceiras. Quem assina algum clube também tem acesso à comunidade e pode conversar com outros usuários que têm hábitos parecidos e consumir os conteúdos em vídeo criados pela empresa. Os serviços incluem ainda uma rede de influenciadoras e um sistema de vendas conhecido como social selling, em que influenciadores se tornam parte da força de vendas em um modelo de comissão.


“Quando comecei a empresa vi que o mercado de beleza brasileiro era muito relevante, mas pouco digitalizado. Por isso investimos na plataforma”, disse o CEO Jan Riehle, alemão que mora no Brasil desde 2011. Para acelerar essa estratégia digital, a startup recebeu em maio um aporte de R$ 10 milhões. A rodada foi liderada pelo fundo AcNext Ventures, com participação de investidores como Eduardo Chalita, ex-CEO da Americanas, e Donato Ramos, diretor executivo da Imaginarium. É a primeira captação de recursos externos, que serão destinados a dobrar a equipe de desenvolvedores, hoje com 20 pessoas, até o final do ano.


US$ 32 BILHÕES A B4A quer fechar 2021 com um total de 100 mil assinantes nos dois clubes. Para 2030, a meta é mais ambiciosa: superar 100 milhões de pessoas em sua base de dados (hoje são 1 milhão de cadastros), 1 mil marcas parceiras e 100 mil influenciadores. “O segmento, especialmente falando de e-commerce, vai continuar crescendo de forma agressiva nos próximos dez anos. E quem vai ganhar esse mercado é aquele que melhor engajar seu consumidor e oferecer a melhor experiência”, afirmou Riehle. O Brasil tem potencial de sobra: o mercado nacional de beleza é o quarto maior do mundo, avaliado em US$ 32 bilhões, segundo dados do Statista, e logo deve superar o Japão, terceiro no ranking.


Fonte: istoedinheiro.com.br