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Confiança do consumidor recua 1% em maio, aponta ACSP

Foi a quarta queda seguida no Índice Nacional de Confiança (INC), que voltou a mostrar pessimismo por parte dos consumidores


O Índice Nacional de Confiança (INC), da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), recuou 1% em maio na comparação mensal, caindo para 99 pontos na quarta queda seguida, e chegando a um patamar que denota falta de confiança por parte do consumidor.


O INC varia de zero a 200 pontos, sendo que resultados abaixo dos 100 pontos são considerados pessimistas. Na comparação com maio de 2022, os 99 pontos atingidos pelo indicador da ACSP representam alta de 8,8%.


A pesquisa foi realizada com 1.700 famílias em capitais e cidades do interior, em nível nacional. Segundo o levantamento, a queda na confiança do consumidor “tem como causa principal a redução da atividade econômica.”


Em relação aos resultados por região, houve diminuição de confiança no Centro-Oeste, Sul e Sudeste, estabilidade no Nordeste e aumento da confiança na Região Norte.


Quando analisados o recorte por classes socioeconômicas é possível notar uma queda do INC entre as classes AB e C, além de um pequeno crescimento nas classes DE.


Para Ulisses Ruiz de Gamboa, economista da ACSP, a deterioração da percepção sobre a situação atual e o menor otimismo em relação ao futuro financeiro refletiram na queda da proporção de entrevistados dispostos a realizar investimentos.


“A percentagem de entrevistados interessados em comprar itens de maior valor, como carro e casa, se manteve estável e a disposição de comprar bens duráveis, tais como geladeira e fogão, aumentou levemente”, comentou Ruiz de Gamboa.


Para o economista, o índice seguiu mostrando diminuição da confiança do consumidor, o que confirmaria uma tendência de desaceleração da atividade econômica.


“A desaceleração da atividade reduz a geração de empregos e a inflação que, apesar de mostrar recuo, ainda permanece elevada, corroendo a renda das famílias. Estes são os fatores que parecem explicar a retração da confiança do consumidor”, diz.


FONTE: dcomercio.com.br

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