Confiança dos pequenos negócios tem leve alta em fevereiro

Indicador do Sebrae/FGV mostra que os micro e pequenos empresários do comércio é que sustentaram a melhora na confiança.


IMAGEM: Pixabay


A confiança dos donos de pequenos negócios teve leve alta em fevereiro, após sofrer uma queda de 5,1 pontos no primeiro mês do ano. O dado é obtido pelo Índice de Confiança de Micro e Pequenas Empresas (IC-MPE), resultado de uma parceria entre Sebrae e Fundação Getúlio Vargas (FGV).


No mês passado, o índice variou 0,4 ponto e acomodou-se no patamar de 90 pontos. O dado positivo foi consequência de uma melhora no Comércio, cuja confiança subiu 3,9 pontos. Já os setores de Serviços e da Indústria de Transformação cederam 1,4 ponto e 2,6 pontos, respectivamente.


Já o Índice de Expectativa das Micro e Pequenas Empresas (IE-MPE) avançou 1,8 ponto, chegando a 93,3 pontos, após perda de 6,0 pontos em janeiro, mantendo-se abaixo do nível de neutralidade há cinco meses.


Esse resultado foi determinado por uma ligeira melhora das perspectivas sobre o volume da demanda nos próximos três meses, que subiu 1,2 ponto, alcançando a marca de 86,4 pontos (ele havia caído 9 pontos no mês anterior).


No horizonte de seis meses, há uma acomodação no indicador que mede a tendência dos negócios com variação tímida de 0,4 ponto para 91,8 pontos.


COMÉRCIO


Diferentemente dos demais setores pesquisados, a confiança das micro e pequenas empresas no Comércio (MPE – Comércio) recuperou 34% das perdas sofridas nos últimos três meses. O ICOM-MPE avançou 3,9 pontos até atingir 85,4 pontos, o maior nível desde novembro de 2021 (87,3 pontos).


A melhora da confiança no setor foi influenciada por uma recuperação das expectativas. O Índice de Expectativas das MPE do Comércio (IE-C-MPE) somou 10,1 pontos e cresceu para 94,2 pontos, maior nível desde fevereiro de 2021 (94,5 pontos).


Ambos os quesitos que compõem o índice apresentaram alta: o que mede a tendência dos negócios para os próximos seis meses subiu 10,7 pontos, garantindo 94,2 pontos, e o volume de vendas previstas para os próximos três meses subiu 9,1 pontos, fechando em 94,3 pontos.


SERVIÇOS


Pelo quarto mês consecutivo, a confiança das micro e pequenas empresas do setor de Serviços (MPE-Serviços) caiu. Desta vez o indicador recuou 1,4 ponto, para 89,4 pontos, menor nível desde maio de 2021 (87,3 pontos).


O Índice de Confiança de Serviços, da FGV cedeu 2,0 pontos, descendo para 89,2 pontos.

Segundo o Sebrae, essa perda de confiança ocorre como consequência de uma piora das avaliações sobre o momento e nas expectativas de curto prazo.


INDÚSTRIA


Pelo segundo mês consecutivo, a confiança das micro e pequenas empresas da Indústria de Transformação (MPE-Indústria) recuou. EM fevereiro, o indicador caiu 2,6 pontos e bateu os 94,4 pontos, menor nível desde junho de 2020 (75,5 pontos).


O Sebrae diz que a queda da confiança da indústria foi influenciada tanto pela piora das condições atuais quanto pelas expectativas em relação aos próximos meses.


CRÉDITO


As micro e pequenas empresas sempre sofreram com a dificuldade de acesso a financiamento junto aos agentes financeiros, independentemente do período. Porém, essa situação foi agravada com a chegada da pandemia de covid-19, em março de 2020, que levou os governos federal, estaduais e municipais a adotarem medidas restritivas para o controle da doença.


O indicador que mede o grau de exigência para concessão ou renovação de empréstimos bancários — quanto menor o índice, maior a exigência – para as MPE era 101,8 pontos em fevereiro de 2020, e atualmente está em 96,7 pontos, em fevereiro de 2022. Ou seja, 5,1 pontos abaixo do período pré-pandemia.


Serviços é o segmento que tem mais dificuldade na obtenção de crédito junto aos bancos, já que está 17,8 pontos abaixo do período pré-pandemia.


Em segundo lugar vem o Comércio, em que a diferença é praticamente a metade do observado no setor de serviços.


A exceção continua sendo o setor da Indústria de Transformação, que se encontra 6,2 pontos acima de fevereiro de 2020.


Fonte: Diário do Comércio.