Consumo de itens de supermercado tem alta em agosto, diz Abras

As compras de carne vermelha, que caíram consideravelmente nos últimos anos, devem voltar a subir em 2022, embora em patamar inferior ao período pré-pandemia


O vice-presidente institucional da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), Marcio Milan, disse nesta quinta-feira, 13/10, que o Consumo nos Lares Brasileiros subiu 7,23% em agosto de 2022, frente ao mesmo mês de 2021.


A associação revisou, recentemente, a perspectiva de crescimento do setor supermercadista para este ano de 2,85% para 3% a 3,3%. Para Milan, com os auxílios dados pelo governo federal a parte da população e as datas comerciais deste segundo semestre, o setor se encaminha para atingir o crescimento previsto.


A Abras ainda apontou um aumento de consumo de quilos de proteína por pessoa em 2021 frente a 2020, no auge da pandemia. No entanto, esse aumento de 1,5% foi puxado por proteínas mais baratas, como ovos e carne suína.


Para 2022, Milan aponta que essas categorias devem apresentar mais crescimento. Em sua visão, a carne vermelha também deve ter alta de consumo no ano de 2022, já que os preços mostram melhora.


Essa categoria teve consumo praticamente estável entre 2021 e 2020, mas está abaixo do patamar pré-pandemia. Em 2019, o consumo per capita de carne bovina no País foi de 30,6 kg. Em 2020, ele caiu para 27,7 kg e em 2021 ele foi de 27,8 kg.


Milan afirma que, com a renda reduzida nos anos mais duros da pandemia, o consumidor fez substituições na cesta de consumo, mas que as proteínas pelas quais substituiu a carne vermelha são tão boas quanto, em sua visão.


QUEDA NOS PREÇOS DOS ALIMENTOS

A Abras também informa que houve queda de 9,89% nos preços dos alimentos no terceiro trimestre (de julho a setembro) deste ano. Com isso, o AbrasMercado – indicador que mede a variação de preços nos supermercados - registra a segunda deflação consecutiva, puxada por produtos básicos, como leite, óleo de soja, feijão e açúcar.


A cesta Abrasmercado é composta por 35 produtos de largo consumo. Em agosto, houve retração nos preços do leite longa vida (-13,71%), óleo de soja (-6,27%), feijão (-4,78%), tomate (-3,82%), carne bovina - cortes de dianteiro (-1,17%) e açúcar refinado (-1,07%).

As principais altas ficaram com a cebola (11,22%), farinha de mandioca (3,98%), batata (2,76%) sabão em pó (2,42%), sabonete (1,94%).


FONTE: dcomercio.com.br