Em junho, índice de atividade do turismo paulistano cresce 64,5%, na comparação anual

Dentre as variáveis analisadas pelo IMAT, destaque para o faturamento do setor, que avançou 177% em relação ao mesmo período do ano passado

O Índice Mensal de Atividade do Turismo (IMAT) – indicador da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) realizado em parceria com a SPTuris – apontou alta de 64,5%, em junho, na comparação com o mesmo período do ano passado. O número-índice chegou a 87,9. Em relação ao mês de maio, contudo, a atividade do setor, na cidade de São Paulo, apresentou leve retração (-1,1%). O resultado, embora negativo, não significa uma mudança na tendência do indicador. Pelo contrário, o turismo se mantém aquecido.

Mariana Aldrigui, presidente do Conselho de Turismo da FecomercioSP, avalia que, considerando o efeito da inflação nos preços das passagens e dos serviços de maneira geral, pode-se considerar a estabilidade dos dados um fator até mesmo positivo.

"Para a cidade que, gradualmente, retoma a prevalência dos eventos e do turismo corporativo, no mês no qual teve um feriado prolongado [Corpus Christi], ter resultados similares ao anterior, com mais dias úteis, é um excelente sinal de equilíbrio e consistência. A atenção, agora, deve se voltar ao impacto da elevação dos preços no volume de viagens realizadas com destino a São Paulo", destaca.

Faturamento do turismo paulistano

O IMAT é composto por cinco variáveis, que analisam as movimentações de passageiros em aeroportos e rodoviárias, a taxa média de ocupação hoteleira, o faturamento e o estoque de emprego nas atividades ligadas ao turismo. No sexto mês do ano, o faturamento das empresas do setor se aproximou de R$ 1 bilhão (R$ 965 milhões). O valor representa altas no faturamento de 177%, em comparação a junho de 2021, e de 2%, em relação ao mês de maio.

O fluxo de pessoas nos aeroportos e nas rodoviárias também apontou alta significativa quanto ao mesmo período do ano passado, com elevações de 81% e 71%, respectivamente. Por outro lado, na comparação mensal, houve quedas respectivas de 2,4% e 5,9%, em terminais aéreos e embarques e desembarques de ônibus, nos principais terminais rodoviários.

Nos hotéis, a movimentação de turistas foi semelhante ao observado no mês anterior (70,3%), com a taxa de ocupação hoteleira de 69,1%. Há um ano, o porcentual era de 39,4% (o que deve ser considerado um resultado positivo, pois indica um dos maiores níveis desde o início da pandemia).

E, por fim, o emprego no turismo, que avançou 7%, no contraponto anual, e 0,5% em relação ao quinto mês do ano. Atualmente, pouco mais de 406 mil pessoas trabalham em setores ligados ao turismo, na capital.

Nota metodológica

O indicador é composto por cinco variáveis que têm os mesmos pesos para a criação do índice. São analisadas as movimentações de passageiros dos aeroportos de Congonhas e Guarulhos, assim como dos passageiros das rodoviárias, a taxa média de ocupação hoteleira na cidade, o faturamento do setor do turismo na capital e o estoque de emprego nas atividades exclusivas do turismo. O índice tem sua base no número 100, usada como referência de comparação em janeiro de 2020. Ele pode sofrer mudanças mensais em decorrência dos dados que compõem o cálculo, com a saída de projeções e a entrada de números consolidados na série.

FONTE: FECOMERCIO.COM.BR