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Em junho, queda nos preços do varejo impulsiona deflação no custo de vida na RMSP

Em junho, queda nos preços do varejo impulsiona deflação no custo de vida na RMSP

O custo de vida na Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) registrou leve deflação, em junho, e fechou o mês com variação negativa de 0,09%. Nos últimos 12 meses, o índice acumula alta de 3,26%, porcentual mais baixo desde setembro de 2020. Os dados são do levantamento mensal Custo de Vida por Classe Social (CVCS), elaborado pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP). No sexto mês do ano, esse resultado foi possível em razão da baixa de 0,76% no Índice de Preços do Varejo (IPV), que compõe a sondagem.

Em junho, o grupo de alimentação e bebidas foi responsável pela maior pressão de queda, com variação negativa de 0,33%. Saúde e cuidados pessoais responde pela segunda maior pressão (-0,47%). No período, destaque para a baixa nos valores de óleos e gorduras (-6,16%), seguida por frutas (-2,73%) e carnes (-1,18%). De acordo com o levantamento, os aumentos da produção e da oferta têm influenciado o recuo dos preços.

Na avaliação da Federação, o custo de vista na RMSP segue moderado, com leve alta de 0,08%, em maio, e deflação de 0,09%, em junho. Dentre os nove grupos que compõem o indicador, outros três encerram o sexto mês do ano com decréscimo nas variações médias: artigos de residência (-0,78%), transportes (-0,08%) e educação (-0,03%). No caminho inverso, segue o grupo de habitação, que, em junho, registrou alta de 0,59%, evitando deflação mais forte. As pressões ficaram por conta dos serviços, com altas no condomínio (2,9%), no aluguel residencial (1,3%) e na taxa de água e esgoto (3,2%).

Para as classes mais abastadas, o custo de vida ficou mais alto no acumulado de 12 meses: 4,49%, para a classe A, e 3,89%, para a classe B. Para as de menor poder aquisitivo, as variações foram 2,32%, para a classe D, e de 2,33%, para a classe E. Essa situação é justificada pelo fato de a distribuição de despesas ser mais concentrada em grupos de alta representatividade às classes de menor poder aquisitivo.


Segundo a FecomercioSP, diante de regularidade climática, aumento da produção agropecuária interna e commodities em queda, a tendência de preços não deve sofrer ameaças no médio e no longo prazo. Sendo assim, o efeito sobre a renda é relevante, pois, com o mercado de trabalho aquecido, cresce o poder de compra, contribuindo para a redução da inadimplência e o aumento das vendas no comércio.

Semestre

Ainda de acordo com a Entidade, o custo de vida na RMSP subiu 2,2% no primeiro semestre de 2023, menor índice registrado em três anos. No mesmo período do ano passado, o porcentual acumulado foi de 5,2%, influenciado de maneira expressiva pelos impactos da guerra na Ucrânia, sobretudo alimentos e combustíveis.

Entre julho e dezembro de 2022, o grupo de transportes apresentou deflação de 6,3%, dada a medida de mudança na alíquota do ICMS. Nos primeiros seis meses deste ano, a maior variação foi observada em educação (6,5%) — porém com peso menor no indicador. Alimentos e transportes, as atividades que mais pesam no orçamento, acumularam elevação de 1,6 p.p, entre janeiro e junho de 2023. A FecomercioSP explica que a instabilidade climática prejudicou várias produções alimentícias no período, o que acarretou menor oferta. No caso dos transportes, houve nova oneração dos combustíveis, a qual foi contrabalanceada pela queda no preço do petróleo e pelo câmbio.


No semestre, somente o grupo de artigos de residência mostrou retração no primeiro semestre (-1,7%). Para o próximo semestre, a expectativa é de uma variação mais baixa.

Varejo e serviços acumulam queda

O IPV, da CVCS, acumulou queda de 0,76%, em junho. Dentre os oito grupos que compõem o indicador, sete encerraram o sexto mês do ano com decréscimo nas variações médias: transportes (-1,14%), saúde e cuidados pessoais (-0,89%), artigos de residência (-0,86%), alimentação e bebidas (-0,78%), habitação (-0,68%) e despesas pessoais (-0,15%).

Já o Índice de Preços dos Serviços (IPS), da CVCS, assinalou avanço de 0,63%.

Dentre os oito grupos que compõem o indicador, apenas um encerrou junho com decréscimo nas variações médias: educação (-0,04%).


FONTE: fecomercio.com.br

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