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Em março, serviços criam mais de 37 mil vagas celetistas no Estado de São Paulo

No primeiro trimestre de 2023, setor gerou 90.624 empregos com carteira assinada, aponta FecomercioSP

Impulsionado pelo transporte rodoviário de cargas, o setor de serviços paulista encerrou o mês de março com a criação de 37.299 postos de trabalho — saldo de 364.429 admissões e 327.130 desligamentos. No primeiro trimestre de 2023, foram gerados mais de 90 mil empregos celetistas, em um universo de quase 6,9 milhões de vínculos ativos. Para o comércio, a situação não foi tão favorável no terceiro mês do ano, ao apontar perda de 291 vagas, resultado de 132.337 admissões e 132.628 demissões. No período, o setor contabilizava estoque total de quase 2,74 milhões de vínculos ativos. Os dados são da Pesquisa de Emprego no Estado de São Paulo (PESP) da Federação do Comércio de Bens Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP).

Em março, o mercado de trabalho celetista paulista dos serviços avançou mais do que se esperava — a expectativa era de um índice abaixo de 30 mil vagas. O resultado foi proveniente de uma boa distribuição perante as divisões do setor. A atenção se voltou a transportes e serviços administrativos, que são grupos de atividades com relevante transversalidade dentro da economia.

No período, transportes, armazenagem e correios contabilizaram geração de 10.112 vagas, puxada pelo transporte rodoviário de cargas (6.659 empregos celetistas). Nos serviços administrativos e complementares, foram criados 8.166 empregos formais. Destaque para os números das atividades de limpeza, com 2.582 vagas, e dos serviços de locação de mão de obra temporária, que registrou 2.752 novos postos de trabalho. No ano, dentre as 90.623 vagas formais, as divisões educacionais e os serviços de transporte, armazenagem e correios foram os que mais avançaram, com 27.467 e 15.987 empregos celetistas, respectivamente.

De acordo com a FecomercioSP, ainda que o saldo positivo de março seja menor que o registrado em fevereiro, quando foram contabilizadas 50 mil novas vagas, vale ressaltar que, na comparação com o mesmo período de 2022, é visível o avanço do ritmo de geração de empregos com carteira assinada. Além disso, foi o melhor desempenho para março desde a nova metodologia do Caged, que começou a vigorar a partir de 2020.

Comércio fica estável

Segundo a FecomercioSP, no setor comercial, era esperado ao menos um desempenho positivo superior ao tímido saldo de 2,3 mil vagas registrado em fevereiro. Contudo, manteve-se praticamente estável, apontando perda de 291 vagas. Ainda assim, como no setor de serviços, esse foi o melhor resultado para o mês de março desde a implantação do novo Caged.

A divisão varejista foi a responsável pelo resultado, influenciada pelo ramo de vestuário e acessórios, que parece ter deixado para março resquícios de desligamentos sazonais pós as festas de fim de ano, ao registrar queda de 1.068 empregos celetistas. Por outro lado, a divisão atacadista criou 1.090 empregos, enquanto comércio e reparação de veículos geraram 845 vagas.

No primeiro trimestre, o comércio paulista amargou uma retração de 15.644 empregos com carteira assinada, perda menos aguda em relação ao mesmo período do ano passado (20.781 vagas negativas). Dentre as divisões, o comércio varejista foi o vilão da retração ao perder 22.569 postos de trabalho, em 2023. Desse resultado, 7.875 vínculos foram extintos nos estabelecimentos de vestuário e calçados.

FONTE: fecomercio.com.br

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