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FecomercioSP debate digitalização e logística simplificada durante Conferência Nacional de Logística

No encontro, assessora técnica do Comitê Logística enfatiza a importância da união empresarial em defesa dos pleitos do setor

A transformação digital já é uma realidade consolidada nas empresas brasileiras, que evoluem para a integração entre os canais de vendas físico e online, a fim de aperfeiçoar a jornada de compra do consumidor. No entanto, é preciso amadurecer o processo entre os pequenos negócios, principalmente no que diz respeito à disponibilização de linhas de crédito para a contratação de serviços focados na transformação digital.

Esta observação foi feita por Kelly Carvalho, economista e assessora técnica do Comitê Logística da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), durante a 26ª Conferência Nacional de Logística (Interlog Summit), evento realizado pela Associação Brasileira de Logística (Abralog), entre 28 de fevereiro e 2 de março, e apoiado pela Federação.

O encontro debateu as necessidades dos setores logístico e portuário em diversas frentes: desafios da atualidade, perspectivas, gestão, tecnologia, inovação, eficiência energética e sustentabilidade, cenário político-regulatório, entre outros. A FecomercioSP contribuiu para a discussão das principais tendências e oportunidades que o Comitê Logística – grupo de trabalho do Conselho de Economia Digital e Inovação da Federação – tem identificado na atividade econômica.

Na ocasião, Kelly enfatizou que o comércio eletrônico cresceu de forma exponencial durante a pandemia da covid-19. Diante disso, a expectativa, daqui para a frente, é de continuidade de crescimento, só que de forma menos acelerada, considerando a forte base de comparação com períodos anteriores. “O varejo físico continuará a exercer um importante papel no mercado, especialmente para os produtos que consumidores preferem ver e testar antes de comprar, não sendo, desta forma, o seu fim. Os canais físicos e digitais se complementam”, ponderou, durante participação no painel “Encontro de líderes – macrotendências logísticas: inovação, tecnologia e omnicanalidade”. Outro ponto que Kelly reforçou, durante o evento, foi o peso do excesso de burocracia sobre a logística brasileira. A FecomercioSP, em parceria com Abralog, Setcesp, MID, Abcomm e NTC&Logística, atua fortemente em defesa de um movimento por uma logística menos burocrática.

Algumas conquistas já foram alcançadas, como o Danfe Simplificado Etiqueta e as dispensas das impressões do Documento Auxiliar de Conhecimento de Transporte (Dact-e) e do Documento Auxiliar de Manifesto de Documento Auxiliar de Manifesto de Documento Fiscais Eletrônicos (DAMDF-e) – que, agora, poderão ser digitais. A versão impressa somente será necessária no caso de contingência, seguindo o Manual de Orientação do Contribuinte (MOC). “Agora, é preciso dar efetividade à medida, com a sensibilização dos Estados para a implementação do processo de digitalização. É necessária, também, a união do setor empresarial para a defesa dos pleitos de logística”, frisou a economista.


Por fim, Kelly sinalizou a importância de repensar políticas públicas que remodelem o ensino e aproximem a indústria da universidade. “Hoje, o profissional não é treinado para o mercado de trabalho, em especial para todas as inovações que ocorrem. Empresas e governos podem (e devem) trabalhar juntos para lidar com a transição do mercado de trabalho, diante da urgente necessidade de novas habilidades e investimentos significativos em capacitação, qualificação e requalificação de jovens, adultos e idosos. É preciso desenvolver habilidades que possam ser complementares às tecnologias”, concluiu.

Esta foi a primeira edição do Interlog Summit que contou com a união de dois grandes congressos: a tradicional Conferência Nacional de Logística e a primeira edição do Congresso Intermodal South America, com players de referência no mercado – representantes de toda a cadeia de produção, suprimento e distribuição –, para debate acerca do ambiente do setor na América do Sul e no mundo, dos desafios do setor de transporte multimodal de cargas, da inovação nos modelos de operação, da preservação do meio ambiente e do comércio exterior e supply chain.

FONTE: fecomercio.com.br

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