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Novos negócios: veja as tendências para o mercado de franquias em 2023 e acerte na escolha

A forma como as franqueadoras lidam com a renegociação de contratos e as taxas cobradas durante períodos de crise são alguns dos pontos importantes a serem considerados

De acordo com estimativas da Associação Brasileira de Franchising (ABF), o setor de franquias pode ter encerrado 2022 com um faturamento pouco superior a R$ 200 bilhões, um crescimento de 9% em relação a 2021. Se as projeções se confirmarem, será a maior receita da história, superando o nível pré-pandemia de 2019 e refletindo o cenário de recuperação pós-covid.

Embora o ano de 2023 inicie com juros elevados, famílias endividadas e inflação ainda acima da meta, além de incertezas em relação à política econômica a ser adotada pelo novo governo, muitas pessoas pretendem realizar o sonho de empreender. Assim, as franquias surgem como uma boa alternativa, considerando as vantagens que este modelo de negócio oferece: fórmula já testada e aprovada pelo mercado; conhecimento do setor; marca reconhecida; suporte na administração do negócio; parceria com fornecedores; entre outras.

Para auxiliar o(a) empreendedor(a) neste processo de escolha, a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) elenca algumas tendências e pontos de atenção na hora de escolher uma franquia.

  • Gestão da franqueadora durante a pandemia

O primeiro passo para a escolha de uma franquia, obviamente, é uma pesquisa que contemple informações como histórico, credibilidade da marca, satisfação dos franqueados e resultados no período recente, bem como a forma como a franqueadora se comportou durante o período de pandemia. Busque entender as soluções encontradas para tentar reduzir os prejuízos.

Considerando que se trata de uma relação de parceria, avalie se houve algum tipo de isenção das taxas cobradas dos franqueados e apoio na renegociação de contratos (fornecedores, aluguel etc).

  • Setor de atuação

Os segmentos que mais cresceram no período recente e que devem seguir com bom desempenho em 2023 são os que mais sofreram durante a pandemia, ou seja, hotelaria e turismo, alimentação, lazer e entretenimento e educação. O setor de saúde e beleza também é uma das apostas para este ano. No setor varejista, o segmento de vestuário também deve se destacar, levando-se em conta o consumo reprimido durante a crise sanitária.

Por outro lado, as atividades que comercializam bens duráveis (eletrodomésticos, materiais de construção etc.), cuja aquisição normalmente depende de crédito, devem sofrer no atual cenário de juros elevados e famílias endividadas.

Vale destacar que os exemplos citados contemplam análises de curto prazo, o que é relevante para uma tomada de decisão imediata. As análises devem levar em conta as informações momentâneas, claro, mas projetar o futuro também é uma boa tática para o sucesso.

  • Inovação

Durante a pandemia, as vendas no comércio eletrônico e pelas redes sociais cresceram de maneira acelerada – e devem permanecer aquecidas nos próximos anos. Neste sentido, fuja de franqueadores que apostem somente no modelo offline. Além do e-commerce, algumas empresas promoveram a integração entre os franqueados da rede oferecendo o conceito de prateleira infinita, no qual caso o cliente não encontre o produto na loja, o estoque de outra pode ser consultado, de forma a atender à sua necessidade. Todas estas ferramentas podem alavancar as vendas e aumentar a lucratividade.

  • Compra presencial

O ano de 2022 ficou marcado pela volta à normalidade e pelo retorno do consumidor às compras presenciais. Considerando que a dinâmica de atendimento de um cliente por meio de canais digitais é totalmente diferente do presencial, busque entender as ações promovidas pela franqueadora para receber esse consumidor de volta. Além disso, ao longo da pandemia, consumidores passaram a dar mais valor a questões como sustentabilidade, diversidade e produtos cruelty-free, de modo que é importante saber as diretrizes da franqueadora sobre o tema.

  • Mudanças no ponto de venda

A covid-19 provocou alterações nas estratégias em torno do formato do ponto de venda. Algumas franquias, por exemplo, podem migrar de shoppings para o comércio de rua ou criar parcerias com outras redes para ocupar o mesmo espaço, dividindo os custos do aluguel. Avalie como os franqueadores estão lidando com a competição entre os próprios franqueados. Nos contratos, normalmente há uma cláusula que define que não poderá haver a instalação de uma loja da rede em um determinado raio de quilômetros. Além disso, é essencial determinar a área de atuação considerando os serviços de delivery – ou, no caso de escolas, as ofertas de cursos online.

  • Home office e microfranquias

O home office também se espalhou para o setor de franquias, principalmente para as microfranquias, que demandam estrutura enxuta e investimento mais baixo em relação às outras. Na prestação de serviços de consultoria, seguros e financeiros, há opções de franquias que possibilitem o trabalho de casa.



FONTE: fecomercio.com.br

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