O que o metaverso representa para o futuro do varejo?

Brasil ocupa as primeiras posições no ranking de países que mais usam redes sociais – isso também deve ocorrer com o metaverso; empresas precisam se preparar para não ficar de fora

Espera-se que, em 2026, um quarto das pessoas gaste pelo menos uma hora por dia no metaverso, mobilizando 30% das empresas a disponibilizar produtos e serviços produzidos unicamente para esta tecnologia, conforme estimativa da consultoria Gartner. Mas, afinal, o que é metaverso e como esta tecnologia vai impactar o comércio varejista?

O metaverso é, basicamente, um “mundo” digital criado de tecnologias de realidades virtual (VR) e aumentada (AR), no qual as pessoas poderão se conectar, interagir e realizar diferentes atividades relacionadas a entretenimento, educação, compras, jogos, turismo etc. – tudo isso utilizando avatares, algo como uma persona digital [lembrando que esta experiência depende de um tipo específico de óculos de realidade virtual, com preços ainda pouco acessíveis ao público. Conforme a tecnologia se populariza, a tendência é que os custos de produção e de venda sejam reduzidos]. Recursos como criptomoedas e NFTs também estarão presentes, sendo um dos grandes desafios para a área a criação de uma plataforma compatível com todas essas tecnologias, bem como que retrate aspectos do mundo real no metaverso.

O termo ficou em evidência após a Meta (empresa responsável por Instagram, WhatsApp e Facebook) anunciar a estratégia de construir um metaverso próprio nos próximos anos. Na visão da companhia, a tecnologia nos permitiu, ao longo dos anos, evoluir de mensagens de texto enviadas pelo computador para smartphones; depois, de textos para fotos; e, com os avanços nas transmissões de dados, de fotos para vídeos. O próximo passo é a criação de uma plataforma imersiva, em que as pessoas não ficarão restritas a apenas olhar, mas também estar “presentes”, conectando-se com amigos, trabalhando e viajando – sem que a distância seja um impeditivo. Em outras palavras, o metaverso seria o futuro da internet.

FONTE: FECOMERCIO.COM.BR