Produção industrial volta a crescer no Estado em julho, diz a Fiemg

Em julho, indicador subiu 2,8 pontos e atingiu patamar que aponta elevação

A produção industrial em Minas Gerais voltou a crescer em julho. De acordo com o estudo Sondagem Industrial de Minas Gerais, divulgado ontem pela Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), o índice de evolução da produção aumentou 2,8 pontos em julho frente ao mês anterior. Com a alta, o indicador ultrapassou a barreira dos 50 pontos – fronteira entre queda e elevação –, mostrando crescimento da produção (50,4).


No período, o emprego industrial também cresceu. Os estoques ficaram menores, resultado que pode ser atribuído a uma demanda maior que a esperada pelos empresários industriais.


De acordo com os dados da Fiemg, apesar da alta de 2,8 pontos entre junho e julho no índice de evolução da produção, houve recuo de 5,1 pontos na comparação com julho de 2021, quando estava em 55,5 pontos, sendo o mais baixo para o mês em seis anos.

Em julho, houve expansão do emprego industrial pelo sexto mês consecutivo, chegando a 51,7 pontos. O índice cresceu 0,3 ponto ante junho (51,4 pontos) e diminuiu 0,8 ponto em relação a julho de 2021 (52,5 pontos).


O índice de utilização da capacidade instalada efetiva em relação à usual cresceu 1,8 ponto em julho (45,2 pontos) frente a junho (43,4 pontos). Ao ficar abaixo dos 50 pontos, o indicador mostrou que as empresas operaram com capacidade produtiva inferior à habitual para o mês. Em relação a julho de 2021 (49,4 pontos), o índice caiu 4,2 pontos, mas ficou 3,7 pontos acima da sua média histórica (41,5 pontos).


Segundo a economista da Gerência de Economia e Finanças Empresariais da Fiemg, Daniela Muniz, apesar do aumento da produção, a indústria ainda enfrenta gargalos que interferem no uso da capacidade instalada.


“Apesar do aumento da produção e do índice de utilização da capacidade instalada em julho, as empresas ainda operaram com capacidade produtiva inferior à habitual. Isso pode ser resultado da falta de insumos. As indústrias se adaptaram e se organizaram para tentar superar. Houve uma melhora, já passamos o período mais crítico da pandemia, mas ainda não normalizou. Tivemos ainda um novo lockdown na China, atrasando o retorno da normalidade na cadeia de produção, apesar de afetar menos”.


Em relação aos estoques de produtos finais das indústrias, os mesmos ficaram estáveis, com 49,9 pontos em julho. No período, as empresas registraram estoques abaixo do planejado pela segunda vez consecutiva, atingindo 49,5 pontos no mês.


“Os estoques da indústria encerraram julho em níveis abaixo do planejado pela segunda vez consecutiva e abaixo de 50. Isso sugere que, provavelmente, a demanda foi acima da esperada pelos empresários”.


Otimismo cresce no setor

Em relação às expectativas em agosto para os próximos seis meses, os empresários industriais se mostraram mais otimistas. O índice de expectativa de demanda registrou 59,2 pontos em agosto, elevação de 1,2 ponto em relação a julho (58 pontos). A perspectiva de aumento da demanda ocorre pela 26ª vez seguida.


O indicador de expectativa de compra de matérias-primas avançou 0,6 ponto entre julho (56,9 pontos) e agosto (57,5 pontos). O índice de expectativa de número de empregados registrou 54 pontos em agosto, aumento de 1,8 ponto ante julho (52,2 pontos).


O indicador de intenção de investimento marcou 60,9 pontos em agosto, aumento de 2,5 pontos ante julho (58,4 pontos). Entretanto, na comparação com agosto de 2021 (61,2 pontos), o índice recuou 0,3 ponto.


“Com a normalização das atividades, após o maior controle da pandemia de Covid-19, os empresários perceberam que o pior já passou. O otimismo em relação aos próximos seis meses também é resultado das medidas de estímulos anunciadas pelos governos. A desoneração de impostos em itens que pesam nos custos da indústria – combustíveis e energia elétrica – e aumento dos benefícios sociais fizeram com que os empresários se mostrassem mais otimistas em relação à demanda, à compra de matérias-primas e ao número de empregados nos próximos seis meses. As intenções de investimento também cresceram em agosto”.


FONTE: diariodocomercio.com.br