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Registros de inadimplentes avançam 0,2% em fevereiro

Foi a oitava alta seguida do indicador na base de dados do birô de crédito


Os registros de inadimplentes na base de dados da Boa Vista cresceram 0,2% em fevereiro, na comparação com janeiro. Foi a oitava alta mensal consecutiva, embora a magnitude do avanço tenha sido a menor dos últimos 12 meses.


Na comparação interanual a alta foi forte, de 25,8%, o que fez os registros fecharem o primeiro bimestre com elevação de 26,8%. Em 12 meses acumulados, a curva de longo prazo se manteve numa tendência de crescimento, passando de 20,8% para 21,0% entre janeiro e fevereiro.


Segundo a Boa Vista, a inclinação dessa curva parece estar se aproximando de alguma estabilização, condizente com a expectativa de alta para o ano numa magnitude menor àquela observada ao final de 2022, de 19,9%.


“As famílias têm enfrentado grandes desafios para manter as contas em dia, a renda delas foi muito impactada pela inflação e ainda não se recuperou totalmente, embora esteja caminhando para isso”, diz Flávio Calife, economista da Boa Vista.


Ele projeta crescimento no número de registros de inadimplentes em 2023, ainda que menor do que se viu em 2022. “É importante ressaltar que o ritmo esperado de desaceleração dessa alta também pode mudar dependendo de como o ‘Desenrola’ avançar”, avalia.


RECUPERAÇÃO DE CRÉDITO

Já o Indicador de Recuperação de Crédito da Boa Vista avançou 1,5% na comparação mensal. Em relação ao mês de fevereiro do ano passado, o indicador segue com forte crescimento, alta de 21,9%.


Após crescer 20,4% no primeiro bimestre, o ritmo de crescimento da recuperação de crédito passou de 15,4% para 16,3% entre os meses de dezembro de 2022 e fevereiro de 2023 na análise acumulada em 12 meses.


“O aumento forte que temos visto na recuperação de crédito não surpreende, muito disse se deve ao fato de os registros de inadimplentes terem crescido bastante. Com o avanço do ‘Desenrola’ pode ser que esse número ganhe um incremento e se mantenha forte ao longo ano, desacelerando menos em comparação às expectativas iniciais”, diz o economista da Boa Vista.


FONTE: dcomercio.com.br

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