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Registros de inadimplentes crescem 2,3% em março, diz Boa Vista

Foi o nono avanço seguido do indicador, que acumula alta de 5,1% no primeiro trimestre


Os registros de inadimplentes na base de dados da Boa Vista aumentaram 2,3% entre os meses de fevereiro e março. Com o resultado, o indicador fechou o primeiro trimestre do ano com alta de 5,1% na comparação com o quarto trimestre de 2022. Os números têm abrangência nacional e estão dessazonalizados.


Na comparação entre março deste ano e igual mês do ano passado, o avanço da inadimplência é de 8,4%. Apesar de forte, ele é menos intenso do que o observado nas comparações interanuais anteriores, de 25,8% em fevereiro e de 27,7% em janeiro.

Já na comparação entre o primeiro trimestre de 2023 e igual período do ano passado, a alta é de 19,7%.


Segundo a Boa Vista, a diminuição do ritmo de crescimento da inadimplência ainda não surtiu efeito na curva de longo prazo do indicador, medida pela variação acumulada em 12 meses, que passou de 19,9% em dezembro de 2022 para 22,4% ao final de março de 2023.


Mas a expectativa do birô de crédito é de desaceleração da inadimplência ao longo do ano. “Com o resultado de março o indicador somou nove altas consecutivas na comparação mensal e isso mostra que as famílias têm tido muitas dificuldades para manter as contas em dia. A desaceleração esperada para este ano ainda não foi vista, mas deve começar a aparecer, sobretudo, durante o segundo semestre”, avalia Flávio Calife, economista da Boa Vista.


Ainda segundo ele, é importante lembrar que em março do ano passado a comparação interanual havia sido negativa, ou seja, esse menor crescimento de agora foi sobre uma base mais fraca de comparação.


RECUPERAÇÃO DE CRÉDITO

Já o Indicador de Recuperação de Crédito da Boa Vista avançou 1,5% na comparação mensal, mesmo resultado do mês anterior, e encerrou o primeiro trimestre com elevação de 0,9%, de acordo com os dados dessazonalizados.


O indicador avançou 15,1% em relação ao mês de março do ano passado e acumulou alta de 18,4% em comparação aos três primeiros meses de 2022.


A curva de longo prazo do indicador também acelerou neste período, passando de 15,4% ao final do ano passado para 16,7%.


“A dinâmica do indicador de recuperação de crédito tem sido muito parecida com a do indicador de registros de inadimplentes e também é esperada uma desaceleração desse número ao longo do ano. Naturalmente, ao mesmo tempo em que os registros aumentavam as pessoas buscavam resolver de alguma forma suas pendências para não ficarem com alguma restrição vinculada ao CPF”, diz Calife.



FONTE: dcomercio.com.br

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