São Paulo e Rio respondem por 50% das perdas bilionárias no Turismo


Nesta sexta-feira (11), a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgaram a Pesquisa Mensal de Serviços referente ao mês de abril. Entre os dados, aumentou para 4,6% a expectativa de crescimento do volume de receitas dos serviços em 2021, enquanto foi registrado que o setor turístico segue sofrendo prejuízos recordes na queda de receitas.


A CNC aponta que as perdas sofridas pelo setor já somam R$ 355,2 bilhões desde março do ano passado, início da pandemia. Os Estados de São Paulo (R$ 142,6 bilhões) e do Rio de Janeiro (R$ 43,4 bilhões) concentram mais da metade (52%) do prejuízo nacional apurado pelo setor. O Turismo brasileiro ainda opera bem abaixo da sua capacidade: apenas 48% da possibilidade mensal de geração de receitas.


O economista da CNC Fabio Bentes, responsável pelo estudo, explica que a entidade vê obstáculos adicionais para o crescimento do segmento. “Diante das restrições à circulação de turistas nacionais e, principalmente, estrangeiros, a expectativa é que um ritmo mais forte somente aconteça no segundo semestre. Por outro lado, como a base comparativa é baixa, já que ano passado houve queda de 36,6% no volume de receitas do setor, apostamos em um avanço de 16,7% para o Turismo este ano”, aponta.


As dificuldades enfrentadas por um dos segmentos vitais da economia levaram a CNC a pensar em uma ação que proponha mudanças reais e práticas. No próximo dia 22, a entidade lança o projeto Vai Turismo – Rumo ao Futuro, por meio do qual quer sensibilizar autoridades e subsidiar ideias de propostas para as eleições de 2022. O diretor responsável pelo Conselho Empresarial de Turismo e Hospitalidade (Cetur) da CNC, Alexandre Sampaio, explica a iniciativa. “Funcionará como uma consulta pública, envolvendo diferentes atores do trade turístico. Ao final, formulará propostas de políticas públicas que serão entregues aos candidatos nacionais e regionais a cargos do Poder Executivo”, afirma.


Confira o estudo completo da CNC.