Serviços faturou R$ 50,5 bi em abril, alta de 11,2% sobre 2021

O destaque ficou com o turismo, que registrou um faturamento de R$ 573 milhões, crescimento de 311,6% sobre abril do ano passado, quando o segmento ainda era bastante afetado pela pandemia.


O setor de serviços volta aos poucos à normalidade e já mostra porcentuais de crescimento de faturamento superiores a dois dígitos. Na capital paulista, pelo menos, o faturamento real das empresas deste seguimento cresceu 11,2% em abril na comparação com igual mês de 2021. O valor envolvido foi de R$ 50,5 bilhões.


De janeiro a abril o faturamento das empresas paulistanas de serviços cresceu 11,5% em relação ao primeiro quadrimestre do ano passado e no acumulado de 12 meses encerrados em abril houve uma expansão de 16,2%. Os dados são da Pesquisa Conjuntural do Setor de Serviços (PCSS), realizada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP).


O levantamento mostra ainda que, dentre as 13 atividades avaliadas pela pesquisa, 8 apontaram crescimento em comparação a abril de 2021. O destaque, mais uma vez, ficou com o turismo, que registrou um faturamento de R$ 573 milhões resultante de um crescimento de 311,6% sobre abril do ano passado.


Nos últimos 12 meses este setor acumula aumento de 120,1% no seu faturamento. Outras atividades a registrarem crescimento expressivo no contraponto anual foram as do Simples Nacional (83%), da mercadologia e comunicação (14,6%) e dos serviços jurídicos, econômicos e técnico-administrativos (10,3%), além de outros serviços (34,1%).


QUEDA NA COMPARAÇÃO MENSAL

Na comparação com março, a pesquisa aponta queda de 2,7% no faturamento médio das empresas do setor de serviços. "As oscilações mensais, que vêm sendo captadas pelo indicador, são reflexos de um cenário de muitas incertezas na economia. A inflação segue como a principal vilã neste contexto, pois encarece as operações das empresas e contrai o consumo, obrigando os consumidores a buscar serviços mais essenciais, afetando, portanto, as margens das empresas", avaliam os analistas econômicos da FecomercioSP.


Para a entidade, o momento de incertezas cobra planejamento e resiliência do setor empresarial para enfrentar os desafios. É importante definir estratégias e planos de redução de custos para compensar eventuais aumentos. Além disso, ajustar investimentos e despesas de acordo com a programação do fluxo de caixa financeiro e evitar excesso de endividamento são algumas das atitudes a serem adotadas.


Também foram observadas quedas nos serviços de representação, de 13,9%; agenciamento, corretagem e intermediação, com recuo de 9%; técnico-científico, 4,5%; serviços bancários, financeiros e securitários, retração de 3,4%; e construção Civil, com baixa de 1,2%. No caso desse último, o principal impacto vem pela inflação e pelos juros elevados.


Fonte: Diário do Comércio.