Setor de serviços registra, na capital paulista, faturamento de R$ 47,4 bilhões em julho


Em julho, o faturamento real do setor de serviços na capital paulista atingiu R$ 47,4 bilhões – o melhor resultado da série para o mês. Os dados são da Pesquisa Conjuntural do Setor de Serviços na Cidade de São Paulo (PCSS), da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP). Em relação ao mesmo período de 2020, o indicador avançou 18,8%, o que significa um valor superior nas receitas do setor da ordem de R$ 7,5 bilhões.


No ano, as vendas subiram 20,6%. É a oitava alta consecutiva, representando um ganho R$ 51,6 bilhões superior ao apurado no mesmo período do ano passado. Já no acumulado em 12 meses, a alta é de 13,1%. Em julho, todas as atividades que compõem o indicador registraram aumento de faturamento exceto o grupo das empresas contidas no Simples Nacional (-3,7%): agenciamento, corretagem e intermediação (20,6%); jurídicos, econômicos e técnico-administrativos (22%); técnico-científico (46,3%); e turismo, hospedagem, eventos e assemelhados (129%) foram as que obtiveram os resultados mais expressivos.

O turismo apontou ganhos superiores aos de julho de 2020 (R$195 milhões). É importante reforçar, no entanto, que o destaque do setor se dá em razão da base de comparação fragilizada do ano passado. No acumulado em 12 meses e no ano, há quedas de 50,1% e 30%, respectivamente. Em termos monetários, no acumulado no ano, a perda do setor em relação a 2020 chega a R$ 840 milhões.


Apesar das incertezas ainda presentes no cenário socioeconômico, a melhora do cenário de pandemia tem permitido aumento nas receitas das empresas, melhorando as expectativas e abrindo espaço para novos investimentos e reestruturação dos setores. Entretanto, os riscos para uma retomada sustentável ainda persistem.


Na avaliação da Federação, a recuperação continuará sendo gradual, baseada na continuidade da imunização da população e em melhores resultados da economia, principalmente de variáveis como renda e emprego. Para os empresários do setor de serviços, a orientação é reavaliar riscos, ajustar o cronograma de pagamentos e recebimentos e evitar contrair dívidas, mantendo, assim, o orçamento sob controle.


Nota metodológica

A Pesquisa Conjuntural do Setor de Serviços (PCSS) é o primeiro indicador mensal de serviços em âmbito municipal. Utiliza informações baseadas nos dados de arrecadação do Imposto sobre Serviços (ISS) do município de São Paulo por meio de um convênio de cooperação técnica firmado entre a Secretaria da Fazenda do Município de São Paulo e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP). O indicador conta com uma série histórica desde 2010, permitindo o acompanhamento do setor em uma trajetória de longo prazo. As atividades foram reunidas em 13 grupos, levando em conta as suas similaridades e a representação no total do que é arrecadado de ISS no município. A pesquisa é referente ao município de São Paulo, mas, considerando a sinergia entre os municípios do entorno, os resultados refletem o cenário da região metropolitana.


Sobre a FecomercioSP

Reúne líderes empresariais, especialistas e consultores para fomentar o desenvolvimento do empreendedorismo. Em conjunto com o governo, mobiliza-se pela desburocratização e pela modernização, desenvolve soluções, elabora pesquisas e disponibiliza conteúdo prático sobre as questões que impactam a vida do empreendedor. Representa 1,8 milhão de empresários, que respondem por quase 10% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro e geram em torno de 10 milhões de empregos.


Fonte: FecomercioSP