Superando expectativas, comércio paulista deve fechar o ano com alta de 8%

O comércio paulista deve crescer 8% em 2021, de acordo com as projeções da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP). Confirmando-se o aumento porcentual, o varejo pode atingir, em vendas, R$ 65,3 bilhões a mais do que em 2020. Dentre os setores com maiores expectativas de desempenho, estão lojas de vestuário, tecidos e calçados (19%); materiais de construção (18%); outras atividades (15%); e veículos, motos, partes e peças (12%). O crescimento dos segmentos de vestuário e veículos demonstra a reação desses setores após, em 2020, o primeiro ter registrado a maior retração da sua história (-31%) – e o outro, a segunda pior queda (-23%).


Por outro lado, é importante destacar que o valor do auxílio destinado pelo governo federal foi apenas uma fração do montante concedido no ano passado – mesmo assim, há projeção de crescimento do setor. O que também contribui para o resultado é o cenário de reabertura de lojas e volta da circulação da população, graças aos bons números obtidos no combate à pandemia, que elevaram o nível de confiança geral e diminuíram o quadro de fortes apreensões, as quais prevaleceram em 2020. Para a FecomercioSP, embora o crescimento projetado supere as expectativas do início do ano, a característica mais relevante deste desempenho, quando analisados os segmentos que compõem o comércio, é a nítida reação dos setores que mais sentiram as contingências impostas para o controle da pandemia.

Confiança dos empresários

Os indicadores que compõe o Índice de Confiança dos Empresários do Comércio (ICEC) registraram estabilidade em novembro. Entretanto, as incertezas presentes e a fragilidade da economia, principalmente pelo quadro inflacionário em curso, ainda incomodam empresários e consumidores. Apesar disso, a FecomercioSP estima que a avaliação dos três indicadores no último mês do ano deverá ser positiva comparado ao mesmo período de 2020, já que as datas comemorativas impulsionam as expectativas em relação às vendas, incentivando a intenção por novos investimentos. Na comparação entre novembro de 2020 e 2021, o Índice de Estoque (IE) apresentou variação de 6,7%. O ICEC, de 13,6% e o Índice de Expansão do Comércio (IEC), 16,6%. No penúltimo mês do ano a proporção dos empresários que relatavam que seus estoques estavam adequados atingiu 55,6%. Para o ano de 2022, em termos de expansão dos negócios, é importante que o empresário fique atento ao problema de escassez de insumos e matérias-primas, pois, esse pode acarretar insatisfação dos clientes e perda de receitas.