Varejo paulista deve registrar aumento de R$ 800 milhões nas vendas, durante o mês do Dia Crianças

Data contribui para maior movimentação em lojas de eletrônicos, perfumarias e vestuário

Considerando a movimentação na primeira dezena de outubro, que antecede o Dia das Crianças, projeta-se um aumento de R$ 800 milhões nas vendas reais do varejo paulista, em comparação ao mesmo período do ano passado. A estimativa é da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP). Confirmando-se este montante, o resultado indicará uma alta de 4% em relação ao registrado em outubro de 2021.

A previsão considera o faturamento de todas as atividades que, direta ou indiretamente, poderão se beneficiar do movimento de consumidores no período. No geral, o Dia das Crianças apresenta pouca influência para o varejo, mas provoca um impacto interessante no movimento de vendas nos dias em que a antecedem a data. A ocasião afeta segmentos varejistas muito específicos, como brinquedos, vestuário e, mais recentemente, loja de eletrônicos (em virtude, principalmente, de videogames, smartphones e laptops). Assim, os desempenhos mais acentuados devem ser observados nas lojas de eletrônicos, perfumaria e vestuário. Os supermercados, por sua vez, devem apresentar uma movimentação menor em comparação ao ano passado.

Outro reflexo do Dia das Crianças para o comércio é antecipação das compras dos presentes de Natal, já que os clientes podem encontrar, em muitos casos, preços mais atrativos nesta época do que em dezembro. Além disso, diante da forte característica de entretenimento familiar, o Dia das Crianças poderá alavancar outras atividades, principalmente nos shopping centers.

A FecomercioSP avalia também que a expectativa de avanço nas vendas vá além da data, estendendo-se para o resultado mensal. A explicação é que o movimento deve repercutir os bons indicadores atuais de emprego, inflação e crédito, além da normalização do cenário pandêmico, elevando a confiança das famílias e estimulando uma circulação maior pelos centros comerciais.

FONTE: fecomercio.com.br