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Venda de imóveis usados e locação têm queda no Estado de São Paulo

Pesquisa com 816 imobiliárias apurou queda de 3,6% nas vendas em outubro; nas 37 cidades pesquisadas, imóveis mais vendidos custaram até R$ 400 mil


As vendas de imóveis usados tiveram em Outubro queda de 3,6%  na comparação com Setembro no Estado de São Paulo segundo pesquisa feita com 816 imobiliárias de 37 cidades pelo Conselho Regional de Corretores de Imóveis (CreciSP). Foi a segunda queda seguida, o que contribuiu para que o saldo do ano ficasse negativo em 1,87%.


A locação de imóveis residenciais também ficou no vermelho em Outubro, com recuo de 0,82% sobre Setembro, terceiro mês seguido de queda, mas no ano segue com saldo positivo de 11,99%.


Das quatro regiões que compõem a pesquisa, três registraram vendas menores em Outubro: Capital (- 0,6%), Interior (- 10,01%) e as cidades de Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Guarulhos e Osasco (- 8,8%). No Litoral houve alta de 7,83%.


Na locação, a pesquisa apurou queda no volume de imóveis alugados na comparação de Outubro com Setembro na Capital (- 5,68%), no Interior (- 0,98%) e no Litoral (- 5,41%). Nas cidades do ABCD, Guarulhos e Osasco houve aumento de 4,47%.


“As taxas de juros dos financiamentos bancários continuam muito altas, sem sinal de baixa, e os salários e outras rendas de milhares de famílias seguem comprometidos com dívidas e pressionados pela inflação, o que trava o mercado de imóveis usados, principalmente, no qual é o próprio interessado em comprar quem tem de correr atrás de um crédito com exigências que muitos não conseguem atender como a parcela de entrada e comprovação de renda”, afirma José Augusto Viana Neto, presidente do CreciSP.


A consequência é o rebaixamento da capacidade de compra, que se reflete nos resultados da pesquisa CreciSP. Em Outubro, nas cidades pesquisadas, a maioria das casas e apartamentos vendidos foi a dos que custaram aos compradores até R$ 400 mil (50,85%). Elevada essa faixa para até R$ 600 mil, o percentual chega a 71,43%. Por faixas de preços de metro quadrado, 51,7% se enquadraram nas de até R$ 5.000,00.


Vantagens dos usados


“Em cidades como São Paulo, esse valor é menos que a metade do preço médio do metro quadrado de muitos apartamentos que estão sendo vendidos na planta, o que deixa evidente que, havendo condição de crédito, o imóvel usado pode ser melhor negócio por ser mais barato e ter mais espaço, além de estar pronto para uso imediato”, ressalta Viana Neto.


Há uma grande oferta no mercado tanto de apartamentos quanto de casas usadas à venda, e esse é um outro fator que beneficia o interessado na compra, segundo o presidente do CreciSP. “Havendo condições de compra, seja por recursos próprios, seja por concessão de crédito, os descontos nos preços pedidos são concedidos pelos proprietários em percentuais que variam de acordo com o tipo de imóvel, localização, a necessidade financeira do vendedor”, explica Viana Neto.


Em Outubro, os descontos médios foram de 6,06% para imóveis situados em áreas nobres, de 6,24% para os de áreas centrais e de 8,95% para os de bairros de periferia.


Foram vendidos mais apartamentos (65,86%) do que casas (34,14%), comprados com pagamento à vista (43,58%), com empréstimo da Caixa Econômica Federal (21,07%), de outros bancos privados e públicos (32,69%), em prestações pagas diretamente aos proprietários (2,18%) e por crédito de consórcios (0,48%).


Aluguel de até R$ 1,2 mil tem maioria das locações


Os imóveis mais alugados em Outubro no Estado de São Paulo foram os de aluguel até R$ 1.200,00 mensais, com 54,14% do total de contratos assinados nas 816 imobiliárias pesquisadas pelo CreciSP. Foram alugadas mais casas (55,99%) do que apartamentos (44,01%).


Os descontos concedidos sobre os preços originalmente fixados pelos proprietários foram em média de 6,29% para casas e apartamentos situados em bairros de áreas nobres, de 9,22% para os de bairros centrais e de 9,22% para os de periferia.


O fiador foi a principal forma de garantia contratada pelos novos inquilinos, 37,18%, seguida do seguro de fiança (31,86%), do depósito de três aluguéis (20,48%), da caução de imóveis (7,26%), da locação sem garantia (2,45%) e da cessão fiduciária (0,77%).


Segundo a pesquisa CreciSP, 3,94% dos inquilinos das 816 imobiliárias pesquisadas estavam inadimplentes em Outubro, alta de 8,01% em relação aos devedores em Setembro (3,65%). As imobiliárias também relataram que os inquilinos que desistiram de continuar alugando e entregaram os imóveis representaram 72,05% do total de novas locações, sendo 45,41% por motivos financeiros e 54,59% por outras razões, como mudança de endereço.


Preços em alta, grandes variações


Os preços dos aluguéis residenciais apresentaram grande variação em Outubro, segundo a pesquisa CreciSP. Na região formada pelas cidades do A,B,C,D, Guarulhos e Osasco, o aluguel mais barato foi o de casas de 1 dormitório na periferia de Diadema, alugadas por preços entre R$ 400,00 e R$ 650,00. O mais caro foi apartamento de 3 dormitórios em bairro nobre de São Bernardo do Campo.


No Interior do Estado, casas de 1 dormitório em bairros do centro e da periferia de Araçatuba foram alugadas em média por R$ 250,00 mensais. Em São José dos Campos, o mais caro: R$ 12 mil por casa de 4 dormitórios em bairro de área nobre.


No Litoral, os aluguéis mais baratos variaram de R$ 650,00 a R$ 700,00 por casas de 1 dormitório em bairros de periferia de Praia Grande. Em contraste, casa de 4 dormitórios em bairro nobre de Itanhaém foi alugada por R$ 8 mil.


Em 12 meses, de Novembro do ano passado a Outubro último, o preço médio dos aluguéis no Estado acumula aumentos superiores à inflação, segundo os resultados das pesquisas feitas mensalmente pelo CreciSP. Em bairros de área nobres, a alta chega a 46,07%; em bairros centrais a 15,15%; e em bairros de periferia a 14,23%. Nesse mesmo período, a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor-Amplo (IPCA) foi de 6,47%.


A pesquisa foi realizada em 37 cidades do Estado de São Paulo: Americana, Araçatuba, Araraquara, Bauru, Campinas, Diadema, Guarulhos, Franca, Itu, Jundiaí, Marília, Osasco, Piracicaba, Presidente Prudente, Ribeirão Preto, Rio Claro, Santo André, Santos, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, São Carlos, São José do Rio Preto, São José dos Campos, São Paulo, Sorocaba, Taubaté, Caraguatatuba, Ilhabela, São Sebastião, Bertioga, São Vicente, Peruíbe, Praia Grande, Ubatuba, Guarujá, Mongaguá e Itanhaém.



FONTE: diariodolitoral.com.br

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